Moeda estadunidense opera em queda nesta quinta-feira e bateu R$ 5,21 na sua máxima do dia. No dia anterior dólar chegou a alcançar R$ 5,25.

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Nesta quinta-feira dia 19, o dólar opera em queda. Às 16h30, a moeda estadunidense era vendida a R$ 5,1021, com queda de 1,80%. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,2100; na mínima, a R$ 5,0890.

Ontem (18) o dólar chegou a alcançar R$ 5,25 e fechou o dia em R$ 5,1955, com alta de 3,79%. Assumindo assim um novo recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação). Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,2575. No ano, a moeda já acumula alta de 29,57%.

Depois de intervenções do Banco Central e do Fed, dólar recua

Ações dos BCs

O banco central dos Estados Unidos permitiu que em 9 países, os bancos centrais tenham acesso a dólares na expectativa de tentar impedir que a epidemia de coronavírus acarrete uma crise econômica global.

O Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) afirmou que os swaps, em que o banco central norte-americano aceita outras moedas como garantia em troca de dólares, irá permitir no mínimo pelos próximos seis meses que os bancos centrais da Austrália, Brasil, Coreia do Sul, México, Noruega, Nova Zelândia, Cingapura, Suécia eDinamarca, acessem um total combinado de até US$ 450 bilhões. Esse dinheiro irá garantir que o sistema financeiro dependente de dólares continue funcionando.

BC intervindo

O Banco Centeal brasileiro, voltou a intervir no câmbio em tentativa de frear a disparada da moeda norte-americana. A autarquia realizou nesta quinta-feira duas ofertas de leilões de linha com compromisso de recompra que iam até US$ 2 bilhões cada uma, além de venda de até US$ 500 milhões em moeda à vista.

“O BC, com sua política cambial, busca muito mais amortecer (a alta do dólar) do que controlar os mercados”, disse Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset, à Reuters. “A política atual do BC é deixar o câmbio livre. Eles agem para evitar uma exacerbação: dar liquidez na medida do possível”, afirmou.

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