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O ano passado foi de avanço econômico no RS. É o que mostra o Produto Interno Bruto (PIB do RS) que foi apresentado na manhã de ontem pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

O avanço de 2% é maior do que o brasileiro, que fechou com 1,1% de aumento. Pela análise do órgão, o resultado se deve, principalmente ao desempenho da agropecuária. Assim sendo seis primeiros meses, período de colheita, segurou a desaceleração de 0,3% dos últimos quatro meses.

Entretanto essa retração no fim do ano se deve aos resultados da indústria, com uma queda de 3,9% em comparação com o mesmo período de 2018. No período, a agropecuária (+3) e os serviços (+1,5%) registram os melhores números.

PIB Do RS Cresce 2% É O Maior Desde 2013 13 de março 2020

De acordo com os pesquisadores, era esperado que o fechamento do ano fosse de retração, pois houve uma desaceleração nas indústrias, em especial devido ao segmento de veículos, máquinas e equipamentos. “A alta na produção de trigo minimizou os impactos”, frisa o analista do DEE, Martinho Lazzari.

Os 2% de avanço é o maior desde 2013. Na ocasião, o PIB cresceu 5,8%. Sendo assim trata de uma retomada após a seca que frustrou os resultados da colheita de 2011/12. O indicador representa a soma das riquezas produzidas pelas regiões gaúchas PIB do RS.

Perspectiva negativa para 2020

Entretanto resultado positivo anterior não deve se repetir. Essa é a análise de especialistas. O motivo principal é a estiagem. Pelos dados da Emater/RS-Ascar, as perdas na produtividade superam 30% na soja. O milho teve quebra de 26,3%.

O diagnóstico se refere ao retrato da situação até essa segunda-feira. “A estiagem persiste, e esses números podem aumentar”, afirma o diretor técnico Alencar Ruger. Ele destaca ainda que o levantamento apresenta perdas de até 75% em alguns municípios, mas o dado refere-se a uma média estadual.

O presidente da instituição, Geraldo Sandri, ressalta que o monitoramento das lavouras é acompanhado periodicamente e não há previsão de uma nova divulgação de dados antes da conclusão da colheita.

De acordo com a chefe da Divisão de Indicadores do DEE, Vanessa Sulzbach, junto com a safra frustrada, soma-se ainda a desaceleração da economia mundial decorrente dos efeitos do coronavírus.

Setores produtivos

Portanto a alta no PIB do RS foi puxada pela agropecuária (+6,2%), com destaque para os aumentos das produções de trigo (+30,6%), milho (25,9%) e soja (5,5%).

A indústria (+1,5%) também teve desempenho superior a do Brasil (+0,5%). Destaque para o segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (+3,5%) e a indústria de transformação (+1,8%), esta de maior representatividade na economia do Estado.

Entre as atividades com maiores altas na indústria de transformação destacam-se a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,5%), produtos de metal (8,8%) e couro e calçados (7,6%). Entre as maiores quedas estão a metalurgia (-5,3%), produtos de borracha e de material plástico (-5,3%) e máquinas e equipamentos (-4,2%).

Contudo o setor de serviços gaúcho foi similar ao país (+1,6% contra +1,3% do Brasil). Todas as atividades do setor registraram desempenho positivo, com destaque para os serviços de informação (+3,8%) e intermediação financeira e seguros (3%).
No comércio, o resultado foi abaixo do país. O RS teve crescimento de 0,6% enquanto o país teve 1,8%.