Após acumular perdas de 8% na semana passada, o índice bovespa subiu 2,36%, a 106.625 pontos nesta segunda-feira.

Nesta segunda-feira (2), a B3, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em alta depois de acumular perda de mais de 8% na semana passada. Tudo isso em meio a expectativas de ações de bancos centrais para reduzir o impacto da disseminação do coronavírus no ritmo da atividade econômica global.

O Ibovespa chegou a 106.625 pontos, subindo 2,36%. A máxima do dia alcançou 107.868 pontos. E a mínima, 103.779 pontos.

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Enquanto isso, o dólar inabalado subiu pela 9ª sessão seguida nesta segunda-feira. Fechando a R$ 4,4860.

bovespa fecha em alta

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O índice bovespa fechou em alta de 1,15%, nesta sexta-feira, marcando 104.171 pontos. No acumulado na semana, perdeu 8,37%, o pior resultado semanal desde 5 de agosto de 2011, de acordo com a Economatica.

Mesmo perante o avanço desta segunda-feira, a bolsa permanece com queda acumulada de 7,80% no ano.

A Hypera teve valorização de 16,62%, liderando os ganhos do dia, após comprar portfólio de medicamentos da Takeda por US$ 825 milhões. O que inclui Neosaldina e Dramin. Segundo a companhia, a aquisição fará da Hypera a maior empresa farmacêutica do Brasil e a líder em medicamentos isentos de prescrição.

A CVC Brasil caiu drásticos 10,61%, após divulgar que constatou indícios de erros em sua contabilidade. O que, uma fez confirmado, poderá significar ajustes significativos nos resultados reportados pela companhia, ressaltou a Reuters.

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Impacto na economia local

Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, afirmou que o coronavírus deverá levar à revisão na estimativa de Produto Interno Brasileiro (PIB).

A secretaria comandada por ele é responsável por fixar as projeções oficiais do governo para a economia. E chegou a divulgar em janeiro de 2020 um aumento na previsão de crescimento, alterando a expectativa de 2,32% para 2,40%. Porém, de acordo com o secretário, a nova revisão do número deve ser anunciada até o fim da semana que vem.

O mercado nacional reduziu para 2,17% a previsão a alta do PIB nesse ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central. Mas diversos bancos e consultorias já estimam um crescimento inferior a 2%.

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