Nesta quinta-feira, o dólar subiu 1,54%, cotado a 4,651 na venda. Na máxima do dia, chegou a R$ 4,67.

Operando pela 12° sessão consecutiva em alta, o dólar chegou nessa quinta-feira (5) a bater logo na abertura o patamar de R$ 4,60. Mesmo diante de um cenário de expectativa de corte de juros devido aos efeitos econômicos do coronavírus. Nos dias 17 e 18 de março o Comitê de Política Monetária do Banco Central, irá se reunir para a deliberação sobre as taxas de juros, que está no momento no patamar mínimo recorde de 4,25% ao ano.

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Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,8582 sem considerar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). E nas casas de câmbio, estava sendo negociado acima de R$ 5,07 nas compras feitas em cartão pré-pago. No dia anterior, o dólar encerrou a sessão em alta de 1,51%, a R$ 4,5790, novo recorde nominal de fechamento (sem considerar a inflação). No ano, a alta acumulada já passa de 15%.

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Dólar sobe mesmo com intervenção do BC

Depois de mais um dia de tensões no mercado financeiro, o dólar subiu e voltou a bater recorde nominal desde a criação do real. Nem mesmo as intervenções do Banco Central conseguiram segurar a cotação. A bolsa de valores recuou quase 5% e teve a sua maior queda diária em uma semana.

Somando desde o começo do ano, o dólar já acumula valorização de 15,9%. O euro comercial também bateu record nominal e fechou em 5,198, com alta de 1,8%. Em 2020, o real se tornou a moeda que mais se desvalorizou no mundo.

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Se o Banco Central não tive interferido, o câmbio poderia ter sido maior. A autoridade monetária leiloou US$ 2 bilhões em novos contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. O Banco Central promoveu um leilão pela manhã e um à tarde. No início da noite, o Banco anunciou que leiloará mais US$ 2 bilhões em contratos de swap nesta sexta-feira (6).

O dia no mercado de ações também foi pairado por tensões. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia aos 102.233 pontos, com recuo de 4,65%. Essa foi a maior queda diária desde o dia 26, quando o índice caiu 7%.