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Dólar sobe novamente nesta quinta-feira (20), chegando perto de R$ 4,40 e atualizando o recorde de fechamento. Tudo isso em meio à força da moeda norte-americana no exterior e à ausência de perspectivas mais positivas para o real.

A moeda estadunidense atingiu novo recorde e foi vendida a R$ 4,3917. Em alta de 0,61%.

A divisa marcou novo recorde nominal (sem considerar a inflação) de fechamento. Na máxima diária, alcançou R$ 4,3982 – maior cotação intradia já registrada.

Dólar fechou a R$ 4,39 nesta quinta-feira e atingiu novo recorde

Concomitantemente, o dólar turismo foi negociado a R$ 4,5877, desconsiderando a cobrança de IOF.

O dólar acumula alta de 2,49% na parcial mensal. E marca avanço de 9,52% no ano.

“É mais do mesmo”, disse à Reuters Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullett Prebon, sobre o movimento desta sessão.

“Já vinha um processo de apreciação da moeda (norte-americana) no cenário global. O internacional está todo ruim, e o real pode ter uns solavancos distorcidos um dia ou outro, trabalhando em linha com o exterior.”, reitera Italo.

De acordo com Abucater, o cenário nacional também colaborava para a guinada do dólar. Já vista a falta de perspectiva de fluxo, o atraso das reformas econômicas e os juros baixos no Brasil reduzindo a atratividade do real.

“Não temos juros, então não tem prêmio para os investidores. O Banco Central fala de encerramento de ciclo (no corte de juros), mas a atividade indica que será necessário mais um corte. E isso vai afetar dólar”, ele acrescenta.

Fora do Brasil, o novo coronavírus da China continua sendo o principal ponto de atenção dos operadores e investidores. Que, apesar da queda nas novas infecções nesta quinta-feira, reagiam à notícia de que cientistas alertaram sobre a possibilidade do patógeno se espalhar mais facilmente do que se esperava. O que acabou agravando os temores sobre o impacto econômico da doença e gerando aversão a risco.

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