Bolsonaro contrariou recomendações de isolamento e causou aglomerações ao tirar fotos e conversar com apoiadores nesse domingo.

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Em meio à pandemia, nesse domingo (29), o presidente Jair Bolsonaro saiu de carro da residência oficial do Palácio da Alvorada para fazer um passeio pelas ruas de Brasília. Mesmo em cenário de pandemia e após um dia antes o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, enfatizar a importância do isolamento social. E comunicar que as pessoas devem permanecerem em casa, para evitar que haja mais disseminação do coronavírus.

Bolsonaro em seu passei em Brasília, foi em padaria e farmácia no bairro Sudoeste, e depois seguiu para o Hospital das Forças Armadas e ao centro de Ceilândia, uma das regiões administrativas do Distrito Federal.

Em meio pandemia Bolsonaro passeia pelo comércio no DF 29/03/2020

A presença do presidente causou pequenas aglomerações pelas ruas. Contrariando notoriamente as recomendações do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) em meio à pandemia.

Nas ruas, a presença do presidente provocou pequenas aglomerações, contrariando as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apelo por isolamento

No Sudoeste, presidente ouviu grito de “Abre o comércio, presidente”. E uma mulher fez um apelo pelo isolamento. “Isolamento para nós, hein? Sem isolamento, a gente não vai conseguir”. Outros desejaram boa sorte. “Presidente, Deus te ilumine”.

Do Sudoeste, Bolsonaro foi para o Hospital das Forças Armadas. Na saída, se aproximou de pessoas e tirou fotos, juntando o rosto ao de apoiadores que o esperavam do lado de fora.

“Passei por lá também para ver como estava o fluxo de pessoas porventura chegando”, disse Bolsonaro ao voltar do passeio, sobre sua a visita ao hospital. Ele não quis responder ao ser questionado se fez exame. “Que pergunta, meu Deus do céu. Outra pergunta”, disse ele.

No passeio, Bolsonaro também encontrou aglomerações ainda maiores no centro de Ceilândia. Alguns populares com aparência de serem maiores de 60 anos. Grupo considerado de risco, o mais vulnerável para a infecção do novo coronavírus.

O presidente parou para conversar com um ambulante que vende espetinhos de churrasco. O vídeo com a gravação dessa conversa foi divulgado por uma página das redes sociais do presidente.

Decreto de fechamento de lojas

No último dia 19 o governador Ibaneis Rocha (MDB), postulou decreto onde determinou o fechamento até o próximo dia 5 de lojas, bares, restaurantes e a proibição de cultos e missas no Distrito Federal por conta do coronavírus. As atividades das escolas também foram suspensas. Segundo o decreto, podem continuar em funcionamento clínicas médicas, laboratórios, farmácias, postos de gasolina, padarias, mercados e lojas de material de construção.

Afirmação do presidente sobre “histeria”

Mesmo em meio à pandemia, Bolsonaro vem defendendo a reabertura do comércio e das escolas, com o argumento de que as reações à crise são motivadas por “histeria” e “pânico”. Contrariando o posicionamento do Ministério da Saúde, que recomendou o fechamento desses estabelecimentos como medida de  conter a disseminação do coronavírus.

No sábado (28), Bolsonaro teve uma reunião com Luiz Henrique Mandetta e outros ministros no Palácio da Alvorada para discutir medidas contra a crise do novo coronavírus.

Nesse mesmo dia, no Rio de Janeiro uma juíza proibiu que fosse vinculada a propaganda “O Brasil não pode parar”, registrada em uma das páginas de redes sociais do governo e cujo vídeo foi compartilhado por parlamentares bolsonaristas. De acorodo com a Secretária de Comunicação da Presidência, o vídeo tinha  “caráter experimental” e não há nenhuma campanha publicitária sobre o assunto.

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