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Empreendedora , feminista e designer, Karina Gallon, de 32 anos, moradora de Curitiba (PR), criou há três anos a Peita, marca de camisetas-manifesto.

As peças são estampadas sem imagem e apenas com dizeres curtos e objetivos da mesma forma que incitam as mulheres a lutarem pelos seus direitos.

“Lute como uma mulher”

Inesperadamente as frases foram inspiradas a princípio por cartazes nos quais Karina prestava atenção durante manifestações de rua, ao mesmo tempo ela estava sem emprego.

Assim sendo,ela percebeu que poderia fazer dessas peças um negócio e, ao mesmo tempo, uma ferramenta política que pudesse estar presente em qualquer espaço.

“Percebi que, se eu unisse o que sei de design, feminismo e militância, poderia de maneira simples e popular abrir um caminho para empreender”concluiu.

Ela contou com ajuda de dois amigos, a designer Cris Pagnoncelli e o tipografista Eduilson Cohan,produziu cerca de 20 camisetas, que postou no Instagram.

Visto que, tudo era produzido de maneira improvisada, porque Karina não tinha espaço próprio, fornecedor, site, e tampouco entendia de confecção ou como funcionava empreendedora.

“As camisetas eu produzia à mão, uma a uma. Depois eram empilhadas em cadeira, mesa, varal, era tudo muito caseiro”, recorda.Como resultado não demorou.

Empreendedora Curitibana Cria Camisetas Em Direitos Femininos 13 de fevereiro de 2020

A empresa

Com a empresa formada, Karina estruturou e inaugurou um e-commerce e precisou aprender a lidar com o lado operacional da fabricação das peças variadas sul.

“Em principio comecei parcerias com marcas, ONGs e instituições sociais comprometidas e envolvidas com feminismo e direitos da mulher, e assim vieram outras ideias”,explicou.

Como a Peita já que se posicionou como uma marca de protesto, sendo muito influenciada pelo contexto sociopolítico muitos não conseguiam usar camisetas onde queriam.

Desse modo , para contornar a situação, Karina lançou outros itens, discretos, mas com mesmo potencial de empoderar e conscientizar,como canecas, lenços, adesivos e bottons.

Com a finalidade o lucro das peças em guarani vai para o movimento Jera Rete, que leva informações sobre saúde, direitos das mulheres e demarcação de terras.