Com o crescimento no número de casos de coronavírus no mundo, incluindo recém descoberta de caso no Brasil, aumentou a preocupação sobre os efeitos da epidemia na economia.

Entenda como o avanço do coronavírus pode afetar a economia brasileira. Para isso é importante perceber que haverá uma redução de crescimento em todo o mundo, mesmo não se tendo ainda a dimensão de tal redução. Na Itália por exemplo com as recentes 11 mortes causadas pelo vírus, há previsão de uma queda de 0,5% a 1% do PIB este ano.

O que se analisa é que dificilmente algum país passará ileso pela crise. O Brasil que tem a china como o maior cliente de suas exportações, deve ser afetado diretamente pelos impactos da doença.

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China, país onde se iniciou descoberta do vírus e início de epidemia, é a maior cliente de exportações do Brasil. Só no ano passado, 30% de tudo o que o país vendeu para o exterior foi para os chineses. Que são os nossos maiores compradores de soja, petróleo e minério de ferro.
A problemática para a economia brasileira está na paralisação da economia chinesa, que por conta do crescimento da doença pelo país precisou fechar suas diversas fábricas.

Ainda não se tem proporção do tamanho do rombo que isso causará na economia chinesa. Mas já há quem dê indícios de PIB negativo logo nesse primeiro trimestre de 2020 e de queda de mais de um ponto porcentual no crescimento esperado, que estava entorno de 6%).

Menos exportação para o Brasil

Com a economia chinesa em decaimento, o número de compra dos produtos brasileiros diminuirá e isso impactará grandes empresas de exportação como Petrobrás, Vale e diversas empresas do ramo alimentício. Desde que a doença começou a afetar os mercados financeiros globais em janeiro, os preços do petróleo, da soja e do minério de ferro recuaram expressivamente. Todos corresponderam a 78% das vendas externas do brasil no ano de 2019.

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Para o Brasil que importa também, diversas matérias-primas e insumos da China, logo sentirá o impacto do fechamento das fábricas do país asiático. Fabricantes de eletroeletrônicos,  montadoras de automóveis, e de medicamentos, são alguns dos setores que se afetam com a falta de produtos por conta dos fechamentos das fábricas.

Ramo da tecnologia sentirá mais

De acordo com especialista, o maior prejuízo e risco é para os fabricantes de celulares e itens de informática. Já que esses são os que possuem o menor estoque desses componentes. Mas também configura uma ameaça para a indústria automobilística, que utiliza muita eletrônica embarcada.

Um quadro de menos vendas externas e produção nas fábricas por conta da falta de insumos terá, consequentemente, impacto no crescimento econômico do país.

O Brasil iniciou o ano de 2020 com projeções otimistas que apontavam um crescimento econômico em torno de 2,5%. Um grande salto comparado às altas de cerca de 1% dos últimos três anos. Mas resultados ruins dos indicadores no final de 2019 já fizeram essas previsões recuarem para algo ao redor de 1,5% segundo o banco BNP Paribas. Se acontecer de o coronavírus continuar a derrubar as economias ao redor do mundo, é provável que as estimativas para o PIB brasileiro caiam ainda mais.

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