De acordo com a entidade, São Paulo pediu 250 mil litros do produto, usado para formulação em gel. O anúncio foi feito depois da Anvisa liberar processamento, até o momento proibido nas indústrias de etanol e açúcar.

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Unica anuncia produção e doação de álcool 70%. Evandro Gussi, presidente da entidade, confirmou nesta sexta-feira (20) que usinas associadas darão início à produção e à doação do produto para diferentes estados. O objetivo central é ampliar a oferta para a higienização no sistema público de saúde.

Segundo d=a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que abarca empresas responsáveis por 60% da produção de cana no Brasil, a distribuição do produto será executada em parceria com a Associação Brasileira de Transporte Logístico de Produtos Perigosos (ABTLP). Depois da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Produção de álcool 70% e parceria para doação é anunciada pela Unica

Essa mesma iniciativa está sendo adotada por outras usinas de etanol e açúcar não ligadas à entidade, como no caso de Goiás.

Além de São Paulo, que já solicitou 250 mil litros do produto. O Rio Grande do Sul pediu 90 mil litros. E Espírito Santo e Rio de Janeiro também devem apresentar solicitações. O prazo para o início da distribuição, porém, ainda não foi confirmado.

“Estamos ainda recebendo as demandas das secretarias estaduais de saúde. São Paulo deve demandar algo como 250 mil litros. Temos um pedido já de 90 mil litros da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. Espírito Santo está terminando de fechar a sua conta, o Rio de Janeiro também, e nós, do outro lado, estamos organizando de quais unidades das associadas da Unica esse álcool sairá”, diz.

A Unica ainda deve definir quais usinas irão produzir o álcool 70. Até então vetado pela Anvisa às usinas do setor, o processo, em termos gerais, consiste em reduzir a concentração do etanol. Com isso, parte do produto fica no estado líquido, e outra, em gel.

Depois de produzido, o álcool 70% será destinado para centros de distribuição dos estados, onde o produto será envasado e transformado em gel. O volume, de acordo com Gussi, é pequeno em relação ao que as usinas geram de combustível.

“Ele pode ser utilizado na formulação do álcool em gel e será em vários lugares, nas universidades, institutos militares e civis, e também será utilizado nessa formulação de 70% para limpeza de superfícies, o que é superimportante agora nas unidades públicas de saúde”, explica.

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